quarta-feira, 22 de setembro de 2010

2.0 TURBO! ;)



De motor 1.0, a 2.0. De medrosa e covarde, passei para Impulsiva e Inconsequente. Quem diria. De racionalidade pura, passei a me chamar emoção. E quebrei algumas vezes o painel. Tive que acionar os airbags, e aprender a usar novamente o cinto de segurança. Dizem que bater uma vez só é normal, e até necessário. Nos tira a ingenuidade, e nos prepara para a estrada. Mas mais do que uma, é burrice. Graças a Deus, aos meus amigos conselheiros, e aos meus neurônios inuitivos que nunca me decepcionam, ainda não me considero burra.. Rs.
Finalmente me sinto em paz comigo.. Terei eu achado o grande e desejado equilíbrio?
Vivi numa cúpula por muitos anos, e a cúpula que me protegia, se encheu de pedras atiradas. Resolvi furar a cúpula para fazer entender aos outros a minha normalidade. Abri meu peito para que mais pedras fossem atiradas. E as pedras cessaram. Mas o costume de encarar a boneca japonesa lacrada em uma muralha protecional transparente por fora e opaca por dentro, fez com que muitos permanecessem na antiga idéia. O vidro deslocou-se do meu redor, e se fixou nos olhos de alguns poucos que ainda me vêem assim.
Aos outros, fiz conhecer minhas qualidades, assumi meus erros, meus defeitos.. Decidi andar com as próprias pernas para desenvolver o próprio cérebro, a minha opnião, as minhas crenças.
Hoje sou o que sou pelas pedras que me jogaram, e pelas que não jogaram também. Hoje sou muito mais eu, e muito menos alguém. De menina frágil e insegura, me trasnfomei mulher.
Ao entrar na segunda década de minha vida, percebo que me sinto mais completa de mim. Sei do meu potencial.. Guardo no bolso alguns poucos e bons amigos, contados nos dedos de uma das mãos de um aleijado. Guardo também a família que carrego no sangue, e os demais que Papai do céu me permitiu conhecer.
Hoje, revejo os meus erros, comemoro meus acertos, e decido continuar andando. Seguindo em frente. Afinal, o tempo não pára. A vida é curta e não permite ensaios. Sendo assim, sigo o meu caminho, agora, na versão 2.0 Turbo, como diz um grande amigo meu. Quem quiser me acompanhar nessa nova jornada, embreagem, engate a primeira, e vamos nessa. Mas prepare-se.. No meu carro, a Quinta está longe de ser a última marcha!

;)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mônica, a Razão, a Emoção e a Vida.




Mônica..
Desde pequena, tão meiga, doce...e questionadora. Sempre vivendo na corda bamba entre a Razão e a Emoção. Suas duas amigas, inimigas entre sí por natureza. Em seus primeiros 15 anos de vida, a Dona Emoção tinha a sua guarda. Criou e educou Mônica com um coração lindo, branco, puro e inocente. De tão delicado, chegava a se tornar extremamente frágil, volátil.. e foi então que a Senhora Vida resolveu começar um novo capítulo na história de Mônica. Vida sempre foi estrategista. Colocou e tirou muitas pessoas na estrada de Mônica. E Vida foi uma professora um tanto quanto cruel. Rígida, não mediu as lágrimas de Mônica ao ensinar, da maneira mais dolorosa possível, grandes lições. Sempre prezou pela verdade absoluta.. e mostrou à Mônica as consequências de ouvir e seguir tudo o que Emoção mandava. Diante de tamanho choque, Mônica encontrou um novo refúgio. A Senhora Razão. Tudo era muito lógico com ela. Previsível. Não haviam surpresas. Nem boas, nem tristes. Não havia insegurança, angústia, ansiedade. Tudo era perfeitamente calculável, e sempre dava certo. Ou se não, a Razão sempre vinha de braços abertos para presentear Mônica com "acredite-vai-ser-bem-melhor-assim". Desse presente, Mônica já fazia coleção. Mas, no coração de Mônica, Emoção deixou muitas marcas.. Boas, outras bastante ruins. Por mais que Vida falasse.. a lembrança de se sentir leve, como só Emoção sabia fazer.. aumentava a saudade no coração de Mônica. O frio na barriga ao ouvir tantas e tantas outras histórias de outros que resolveram segui-la, acabou afastando Mônica da Razão mais uma vez. E dessa vez, para bem longe. Razão ficou doente, delirando. Entrou em coma e foi parar na UTI, com respiradores por ela, coração bradicárdico e prognóstico sombrio. Emoção, mais viva do que nunca, convenceu Vida a ensinar mais uma grande lição. Vida então manipulou um certo rapaz.. Emoção o conheceu, e o adorou. E, quanto mais a Vida e a Emoção se deixavam levar por ele, mais doente Razão ficava. Seu atestado de óbito estava quase pronto.. Foi quando sofreu uma parada cardíaca. Durante alguns minutos, numa tarde de sábado, Razão literalmente morreu. Mas Vida então entendeu que a Emoção era uma amiga falsa, traiçoeira. E decidiu doar-se novamente à Razão. Foi para a UTI e a reanimou insistentemente. Mônica apenas chorava. Traída pela emoção, e torcendo mais do que nunca pela sobrevida de Razão.
Felizmente, após um choque do bendito desfibrilador Auto-estima, conectado ao "orgulho-próprio", Razão voltou a vida. Forte, exuberante.. Mas carregando no peito as cicatrizes.. e na pele, as marcas que a louca da Emoção a fez. Vida quase se perdera por má influência da Emoção. Assim, check-ups sempre eram necessários. E adivinhem só quem virou médica? A vida. E, para tratar a Razão, a medicava com doses e doses de Sentimento, Loucura, e Surpresa.. Ah, Vida também suspendeu algumas doses de Bom-senso. E Razão então foi controlada. Emoção ainda aparece de vez em quando... Insiste em visitar Mônica, e mais uma vez tentar manipular-lhe a Vida. Mas Vida já foi enganada tantas e tantas vezes.. que prefere permanecer com a Razão, ainda que com suas sequelas. Emoção segue viajante.. A cada viagem, Mônica ainda se sente balançada. Emoção foi sua primeira grande amiga.. No coração, Mônica ainda guarda um grande carinho por ela. As lembranças dos anos de amizade não se apagaram, mesmo com todos os machucados que Emoção lhe fez. E, quando por um minuto, Razão decide se ausentar.. Vida vem calmamente, mostrando que nem sempre valhe a pena arriscar. Então, Mônica fecha a porta e deixa Emoção bater, bater, bater até se cansar. Por mais doloroso que seja, Mônica manda Emoção viajar. Vida finalmente conseguiu ensinar-lhe a grande lição. Emoção pode até um dia voltar. Mas nunca se Razão estiver ausente. Vida é uma grande professora. Ensinou a Mônica o que sozinha ela nunca ia aprender. Emoção apenas, ou apenas Razão, são bombas-relógio prontas para explodir. Emoção explode em pedacinhos, com muito fogo.. E maldito fogo esse, que só se apaga com lágrimas. Já Razão explode aos pouquinhos. Quase que de maneira imperceptível. Quando se nota, não tem mais volta.. Vida, o anjo da guarda de Mônica, não é imortal.. E quem sabe já tenha conseguido ensinar Mônica a equilibrar-se na corda bamba. Talvez não. Isso, só o Senhor Tempo poderá dizer. Mas isso já é outra história...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como tratar uma mulher...



Admire-a. Sempre. Olhe no fundo dos seus olhos todas as vezes que vocês se olharem. Olhe seu corpo. E se ela ficar sem graça, elogie-a. Diga o quanto ela é linda, o quanto ela te atrai. O quanto você a deseja. Jamais a chame de sexy. Isso é para as "cachorras". Ela é sensual. Beije-a. Muito. Jamais peça. Faça. Puxe-a pelo braço, segure seu pescoço, com firmeza, mas sem machucar. Quem sabe fazer, faz ser gostoso, sem deixar nenhuma marca. Acaricie seu corpo, faça-a arrepiar. Beije-a na mão. Na testa, nas bochechas. Beije-a no pescoço. Simplesmente beije. Pegue-a no colo de surpresa.. Finja que vai jogá-la na piscina. Ela vai te bater, tentar sair, gritar.. mas no fundo, vai adorar. A faça sorrir, gargalhar. Sorria das brincadeiras dela. Provoque-a.. mas deixe que ela o provoque também. Deixe que ela vista as suas camisas.. e ande de meia pela casa. Quando ela estiver de cabelos presos, solte. Jogue-a na cama, com cuidado, claro. Tenha paciência, e faça-a aproveitar cada detalhe. Abrace-a forte, mas beije-a devagar. De vez em quando, use velas, chocolates e flores. Sempre use flores. Segure a sua mão quando estiverem caminhando, quando estiver dirigindo.. apenas segure a sua mão. Sussurre ao seu ouvido o quanto você a ama. Mas só diga que ama, se este realmente for o seu sentir. Converse com os pais dela. Conquiste os avós. Brinque com o irmãozinho caçula. Pegue-o no colo. Conquiste também a melhor amiga. Acredite, fará toda a diferença. Fale sempre a verdade, mas omita o que não precisa ser dito. Surpreenda-a. Faça coisas inesquecíveis em momentos comuns. Declare públicamente o seu sentimento por ela. Ela vai morrer de vergonha, mas por dentro, vai adorar. Invente briguinhas. Implique até ela ficar com raiva. Aí então, faça-a parar de falar com um beijo de tirar o fôlego. E quando você tiver a certeza de que é ela.. faça-a saber. Seja o que for, dure o quanto durar. Ah, e o mais importante. Nunca se esqueça: Você não precisa se fazer de durão sempre. Deixe-a pensar que manda. E você, finja que a obedece. ;)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A vida: War com ampulheta..

Como no War, sempre temos objetivos e traçamos nossas metas.
Avaliamos o mundo ao redor, e então decidimos por onde começar.
Mas nem sempre as estratégias dão certo.. As vezes um simples erro, um ataque precipitado.. Pode fazer você perder a guerra.
Ou então, inesperadamente, com apenas 4 territórios, você se fortalece, os dados conspiram a seu favor.. e você vira o jogo. Basta apenas um pouco de paciência...
Agir pela emoção, quase nunca é uma boa idéia. Por outro lado, a razão é traiçoeira.. afinal, assim como no jogo, na vida nem tudo está sob nosso controle. Os dados simbolizam o nosso destino.
Nem sempre giram da maneira que gostaríamos.. Há alguns que os tentam manipular.. Mas quando 1 ou 2 decidem aparecer.. não adianta. Eles aparecem.
Como no jogo, há alguns que tentam trapacear.. E as vezes, eles realmente se dão bem. Mas já dizia um grande pensador.." A grandeza não está em receber honras, mas em merecê-las". Por mais que niguém descubra a trapaça, no fundo, a vitória não valerá nada.. e o final nunca é feliz.
Assim como nos jogos, nem sempre há apenas um vencedor. Todos os participantes podem vencer. Alguns apenas demoram um pouco mais. É necessário muita sabedoria, para saber em quem você pode confiar, fazer alianças.. e quem se aproxima de você apenas para sugar suas energias, te direcionar ao erro, e te fazer perder.
É preciso ter equilíbrio.. para saber até quando insistir em uma jogada, e quando é hora de pegar a sua carta e parar. Saber quando atacar, e quando defender.
A vida, assim como o jogo, termina. E nem sempre dá pra saber quando isso vai acontecer. As cartas que mais tememos aparecem.. Os 3 dados vermelhos giram em três senas.. Enquanto os nossos dados amarelos marcam apenas 3 bagos. A ampulheta termina. Grão por grão de areia se esvai..
Por isso, não disperdiçar tempo é o segredo. Não se preocupe em aprender a manipular os dados, ou escolher as cartas. Nem se preocupe demais com os seus oponentes. Se fortaleça, faça verdadeiros aliados.. Arrisque, mas sempre tenha um plano B. E se esse falhar, deixe-se traçar um novo plano no meio da jogada. Você vai descobrir que viver/jogar assim é muito mais emocionante. E se você falhar.. nunca desista. Na próxima rodada, pode ser você! Mas lembre-se.. A ampulheta nunca vai esperar você jogar.. A grande sacada tanto na vida quanto nos jogos é sempre lançar os dados.. Não deixar que alguém os jogue por você. E o segredo dos dados é jogar com vontade.. E não simplesmente deixá-los cair.

domingo, 1 de agosto de 2010

Ele..



Um beijo.. Um sorriso.
Um abraço, um carinho.
Altas conversas.. ou só o silêncio.
Um olhar.. outro beijo.
Jogar até de madrugada.. ou dormir agarradinho.
Sonhar acordado.. Viver a realidade.
Uma grande distância.. Uma enorme saudade.
Um simples alguém.. A pura felicidade..
Ah sim.. Ele é tudo que faz bem ao coração!

x)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aqueles olhos...



"Os olhos.. aqueles olhos. O que haveria de tão misterioso em um simples par de olhos castanhos? Ahh eu não sei. Só sei que o sol refletia mais bonito através daquele olhar. Os cílios abundantes e curvados, como se estivessem à margem de um mar profundo que me chamou a navegar. Navegar nos castanhos médios.. para dentro daquela alma, e ao mesmo tempo, ser invadida pelas correntes de água que daqueles olhos saíam. Sentir o corpo arrepiar num simples piscar. Cada célula gritando por um pouco mais de tato, um pouco mais de olfato, de visão e audição. Tudo era milimétricamente calculado e lindo.. mas aqueles olhos... Aqueles olhos castanhos.. Que não saem dos meus, ainda que estes estejam fechados. No interior das minhas pálpebras se pintaram e não sei mais como fugir. Talvez porque no fundo não queira. Ou talvez porque naqueles olhos.. eu me queira demais."

x)

Uberlândia - Até o fim..


O dicionário se faz tão insuficiente para descrever tamanha felicidade.. Traz palavras que na sua insignificância, não chegam nem perto do que envolve meu coração agora. Há algum tempo não me sentia assim: Verdadeiramente feliz. Feliz de uma felicidade completa. Sem conceitos, sem preconceitos.. sem regras, sem limites.. mas infelizmente com tempo para acabar. Ou não.
A vida é uma criança sapeca.. que coloca e tira de nossos caminhos, destinos de quem um dia conhecemos ou vamos conhecer. São tantas pessoas que vão e que vem.. algumas passam décadas ao nosso lado, e nem percebemos. Outras, entram em uma semana e já deixam na pele a marca da eternidade.
Meu coração se divide agora, entre a felicidade de ter encontrado aqueles que hoje são responsáveis pelos meus mais sinceros sorrisos, e a tristeza de sabe que terei que deixá-los.. Pelo menos físicamente.. e por algum tempo...
Mas, o que é o tempo, se não algo extremamente passageiro, que daqui a pouco envelhece e traz de volta aquilo que no passado tirou? E nessa filosofia, sigo confiante de que o que cativei ficará dentro de mim pra sempre. Amigos, não do verbo "toda-hora" mas sim "até-o-fim". Ganhei uma nova família.. e bem grande!! Vózinha, vôzinho.. Tios, tias, primos.. Bernard, Aline, Tiago, Victor, Wanessa, Jr... vocês já moram no meu coraçãozinho.. que mal pode esperar o dia de vê-los novamente. Quero entrar de mãos dadas com vocês no céu.
Saibam que vcs fizeram a diferença na vida dessa japonesinha aqui.
Um beijo cheio de saudade..
Sayuri.