
Finalmente me sinto em paz comigo.. Terei eu achado o grande e desejado equilíbrio?
Vivi numa cúpula por muitos anos, e a cúpula que me protegia, se encheu de pedras atiradas. Resolvi furar a cúpula para fazer entender aos outros a minha normalidade. Abri meu peito para que mais pedras fossem atiradas. E as pedras cessaram. Mas o costume de encarar a boneca japonesa lacrada em uma muralha protecional transparente por fora e opaca por dentro, fez com que muitos permanecessem na antiga idéia. O vidro deslocou-se do meu redor, e se fixou nos olhos de alguns poucos que ainda me vêem assim.
Aos outros, fiz conhecer minhas qualidades, assumi meus erros, meus defeitos.. Decidi andar com as próprias pernas para desenvolver o próprio cérebro, a minha opnião, as minhas crenças.
Hoje sou o que sou pelas pedras que me jogaram, e pelas que não jogaram também. Hoje sou muito mais eu, e muito menos alguém. De menina frágil e insegura, me trasnfomei mulher.
Ao entrar na segunda década de minha vida, percebo que me sinto mais completa de mim. Sei do meu potencial.. Guardo no bolso alguns poucos e bons amigos, contados nos dedos de uma das mãos de um aleijado. Guardo também a família que carrego no sangue, e os demais que Papai do céu me permitiu conhecer.
Hoje, revejo os meus erros, comemoro meus acertos, e decido continuar andando. Seguindo em frente. Afinal, o tempo não pára. A vida é curta e não permite ensaios. Sendo assim, sigo o meu caminho, agora, na versão 2.0 Turbo, como diz um grande amigo meu. Quem quiser me acompanhar nessa nova jornada, embreagem, engate a primeira, e vamos nessa. Mas prepare-se.. No meu carro, a Quinta está longe de ser a última marcha!
;)




