domingo, 30 de dezembro de 2012

Quem sabe..

"E lá está ela, mais uma vez. Sentada ao lado da cama, caderno na mão.. caneta na outra. Carrega na boca um sorriso de lado, pequeno, tímido. Seus pensamentos divagam tão distantes.. Mas seus olhos entregam que é bom o pensamento. Quem sabe amor? Quem sabe saudade. Pelo jeito, talvez um pouco de vergonha, também de medo. Tantas coisas lhe aconteceram no ano em que o mundo não acabou.. que não me é extranho vê-la refletir. Foram muitas mudanças, um mundo de emoções. Amores, desamores. Encantos e desencantos pelos diversos cantos onde passou.. Viveu tanta coisa nova. Realizou sonhos antigos.. e enfim, deixou partir os velhos utópicos falidos. Ou será que ainda não? Um dólar por cada pensamento, e ela já seria milhonária. Mas enquanto o papel continuar em branco.. Quem sabe? Ninguém."

sábado, 13 de outubro de 2012


"De olhos apertados, tão negros quanto o é, meu mundo sem você. Lábios vermelhos-cor-de-rosas, boca doce mel. Em teus braços, meus abraços apertados querem estar. Teu silêncio me intimida, teu sorrir me ilumina.. e teu pranto me destrói. Tão menina, tão mulher.  Tão pequena, tão linda.. tão inocente, tão minha". Helena Brandão.

domingo, 30 de setembro de 2012

Amor da minha vida..


"[...] E de repente me bateu a tristeza.. uma sensação de vazio. De chão ruindo, de desmoronamento.. De tudo dentro de mim perdendo a forma.. inclusive os pensamentos. Todas as idéias, os planos.. os sonhos.. e o amor.
Foi quando me questionei se esse então teria sido o fim. De tudo. Do amor. De mim. Afinal, o amor já era outra pessoa.. e as certezas nunca tinham sido tão incertas.
Talvez o amor já me tenha superado. Mas certamente não me esqueceu. É impossível esquecer o que outrora foi eterno. Talvez a mágoa tenha, aos poucos, me apagado. Temo, reluto, e me recuso a acreditar.. que o amor da minha vida.. já me tem apenas como seu eterno.. amor passado."

sábado, 15 de setembro de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

Amor perdido

"Você já encontrou o amor? Bem.. eu o encontrei. Nos esbarramos num dia sem sentido.. e foi então, meio despercebido, que o conheci. Bem humorado, como tem que ser, despertava todos os dias o meu mais lindo sorriso. Caloroso, o sentia em cada abraço. Carinhoso, atencioso.. apaixonado. Juras eternas, sentar lado a lado... tardes inteiras de carinho, noites ao telefone.. sonhos encantados.
Encontrei meu amor.. meu amor perfeito. Amor amigo, conselheiro. Amor respeitador, paciente, equilibrado.. amor bondoso, alegre, compreensivo. O melhor dos amores.. de todos os amores do mundo... talvez também, o único.
Pena que não o soube reconhecer a tempo. Atrapalhada como sou, pensei ser ele tão utópico, tão impossível..
Faltou-me fé. Na verdade, para se manter um amor, além de fé, é preciso muita coragem. Temi.. temi que não fosse verdadeiro. Temi que fosse um sonho do qual destruída depois eu acordasse. Temi que eu não fosse capaz, não fosse suficiente. Temi que de mim não fosse recíproco. Temi por meus erros, por meus medos..
E quando enfim entendi que um amor pode acontecer ainda que cheio de defeitos.. bem.. foi tarde demais. Outro alguém mais esperto que eu, cativou o amor que eu não soube cultivar. Nem roubado posso dizer que foi.. afinal, depois de todo o meu desatento, o amor se foi.. praticamente obrigado.
E foi aí que eu vi através dos óculos das lágrimas, e finalmente o reconheci. O amor partindo.. como partido ficou meu medroso coração.
Me pergunto dia e noite, se ainda há esperança no destino.. se de repente encontrarei de volta o meu amor perdido. Se serei perdoada por tê-lo deixado partir.. e se enfim poderemos partir juntos.. como havia sido combinado. Me pergunto se desta vez terei coragem... se farei tão bem a ele quanto ele me fez. E novamente sinto o medo tomando conta de mim. Não suportaria dar a ele menos do que absolutamente tudo o que merece. Só sei que se a saudade é grande, o vazio então.. imenso. E o desejo de que o amor esteja feliz.. ainda que não comigo, é soberano. Meu amor amigo, amor palhaço.. amor que eu vou continuar amando, até que de mim... não reste um só pedaço."

JCF- 20/12/00

Minhas verdades



"Então essa é a minha verdade. Não gosto de lutas. Nem de novelas. Não gosto de ouvir músicas que não tenham letras inteligentes ou, no mínimo, interessantes. Ou melhor, minhas músicas preferidas nem letras têm. Não tenho medo de escuro, mas sempre durmo com um abajour aceso. Tenho fobia de barata e não gosto de matar mosquitos. Odeio quando jogam o lixo no chão, e tento fazer a minha parte por um mundo melhor. Palavras me machucam tanto quanto (ou ainda mais) do que atitudes agressivas. Não gosto de palavrões. Sou muito frágil físicamente.. e meu coração é mais mole que manteiga derretida. Sempre procuro acreditar no lado bom das coisas, das pessoas. Me recuso a desistir de viver e ser feliz, apesar de tudo. E continuo confiando, até que me provem o contrário. Gosto de obedecer a quem me conquistou por respeito e não por poder. Gosto de surpresas e sou viciada em carinho. Valorizo mais um abraço apertado, que um beijo na boca. Meus momentos preferidos do dia são logo quando acordo, e imediatamente antes de dormir. Necessito diariamente abrir as janelas e dar bom dia ao sol, deixando que ele me toque. E, se não respirar a suave brisa da manhã, ou se alguém atrapalha esse meu ritual, me sinto triste. Me divirto mais com papéis e canetas do que com sapatos e bolsas caríssimas. Me dou melhor com meus animais do que com muita gente que eu conheço por aí. Acredito em Deus, nos anjos, nos meus pais e no amor. E a cada dia, invento e reinvento meus lindos sonhos. E se eu pareço complicada.. bem..
Sempre existe uma tampa chata para uma panela torta..."

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Saudade..

 "[...] E de repente ela bateu tão forte.. que nem minha rotina, nem meus compromissos puderam-na disfarçar. De repente tudo o que estava guardado, abafado, como num grito sofrido, saiu pela brecha que no meu coração conseguiu se formar.. Eu te amo e sinto sua falta. Sinto saudade. De caber apertadinha no seu abraço. Das conversas a toa, dos conselhos sábios. Sinto falta do seu olhar apaixonado, do seu carinho, suas declarações e sonhos exagerados. Sinto falta de acreditar que o amor realmente existe. Sinto falta de ser quem sei que no fundo sou. Sinto ainda mais falta de ser quem sou quando estou contigo. Sinto falta de você e não consigo esconder... a tristeza que insiste em sair pelo canto dos meus olhos.. Meu sorriso incompleto, meus sonhos vazios. Eu te amo, e sem você o amor eterno já não mais existe.. e tudo o que me resta é viver meia parte de mim."

"Eu acho que quando há amor, a saudade nunca deixa de existir. Tem dia que vem de mansinho.. E outros em que ela vem tão violenta que chega a transbordar pelos olhos. Não sei se gosto ou não de senti-la. Só sei que enquanto ela existir, meu coração estará exatamente ali." Helena Brandão

JCF - 0:00 -