sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Minha princesa teimosa


"Por que andas com essa cabecinha baixa, minha princesa? E esses olhos tão lindos? Por que se afogam em lágrimas? O que o mundo te fez desta vez? Ou será que foste tu que fizeste a ele? Não deu certo de novo, não foi? Imaginei..

Por que insistes nisso, minha pequena princesa teimosa? Quando vais aprender? A vida lá fora não é assim tão linda e doce quanto pensas. Nem tudo é cor de rosa. Mas também não é assim tão cruel. É tempo de entender que nem todos vão te querer tão bem quanto queres a eles. Faz parte da vida. No fundo, são todos bons. Cada um à sua maneira, de acordo com seus próprios julgamentos. Ser diferente do padrão, é completamente normal.

Pare de se doar mais do que deves. Acaba não sobrando nada de ti. Tenha o cuidado de não se obrigar fazer feliz a todos, às custas da tua própria felicidade. Acredite.. Eles vão se recuperar sozinhos. Seja tão somente.. você.   Ainda que cheia de defeitos. Apenas seja. Sem máscaras, sem drama, sem lágrimas. Sem mais.
            E levanta essa cabecinha, princesa. Se não, a coroa cai."

Meu último ano!



Primeiro de agosto de 2013.

Algumas pessoas começam a contar o ano no dia primeiro de janeiro. Mas eu, bem.. Esse ano pra mim, começa agora. Por que? Porque falta exatamente um ano.. pro início do resto da minha vida!

Durante meus 22 anos de existência, vivi tudo o que me foi determinado viver. Obedecendo do despertador, aos desejos do meu cachorro. A tudo e a todos. Carreguei os problemas de todos os que passaram na minha vida, como se fossem meus. Doei cada centímetro do meu coração, esgotei absolutamente todas as minhas forças... tentando ser a melhor. E não digo isso de forma egoísta. Tentei, inutilmente, ser perfeita. No sentido de ser a melhor filha, a melhor amiga, a melhor irmã, a melhor aluna, a melhor médica, a melhor namorada, enfim.. Aquela a quem nada nem ninguém poderia colocar defeito. E isso me consumiu. Levou embora minha felicidade, minha personalidade. Meus sonhos, meus desejos, minhas vontades. Meu pensamento próprio, meu livre arbítrio.. Até que me dei conta.. do quanto eu me "robotizei". 

Aprendi a manipular. Meus sentimentos, meus pensamentos, palavras, pessoas. Descobri como organizar palavras sem nexo de tal forma que soassem emotivas.. E tocasse o coração das pessoas, sem que elas nem ao menos entendessem o que estavam lendo. Apenas com o poder do som. E foi então que eu entendi o quão fácil somos influenciáveis. E o quanto eu fui influenciada durante todos esses anos.

Chegar aos 22 anos de idade e se perguntar: Quem eu verdadeiramente sou? Parece uma grande estupidez. E quer saber? Que seja. Mas não vou esperar mais 22 anos pra conseguir definir tudo isso. E acredito sinceramente que muita gente morre sem saber. Cheguei finalmente à conclusão, que todos estampam em suas "frases célebres" no istagram, na internet, ou no facebook. Todos tão "Clarisses Lispectors.." mas poucos realmente vivem o que escrevem.

Eu preciso ser feliz. E não simplesmente "estar" feliz. Me amar.. ser loucamente apaixonada por mim.. E isso não é errado. Não é narcisismo, muito menos ser egoísta! Por anos acreditei ter o incrível dom de abrir mão de mim em prol dos outros.. E ainda acredito nisto.. Mas tudo, tudo na vida tem um limite. E até então, eu não tive. Meu dom se transformou em maldição. 

Nos últimos anos, últimos 5 pra ser mais específica, aconteceram tantas e tantas coisas na minha vida! Fui do céu ao inferno e voltei, pelo menos umas 5 vezes. Vivi o que nunca imaginei, sofri, chorei, amei, desamei.. E, apesar de super intensos, foram sempre divididos. Sempre metades. Enfim chegou a hora de viver a minha, e somente a minha vida. Por mais egoísta que soe.. As vezes precisamos parar.. e recomeçar. Aprender quem somos, do que gostamos.. o que toleramos e o que não iremos suportar. Precisamos primeiro descobrir nossos limites, para então, poder superá-los. E isso, se quisermos. Se não, quem irá nos culpar?

Chega de culpas, de desculpas. Chega de "justificativas". De tentar amenizar a dor, o sofrimento alheio.. com meias verdades. No fim, meias verdades são completas mentiras. E daqui pra frente, antes uma dura verdade, que uma doce ilusão. Decidi ser, de uma vez por todas, 100% fiel a quem eu sou. Dizer não, quando não quiser alguma coisa. Sem necessariamente ter que dar explicações. Me contentar com um "Não quero, obrigada". "Não gosto". Sem me esconder atrás de um "não posso porque tenho um outro compromisso", ou "não devo por causa disso, daquilo, etc". 

CHEGA de tentar agradar a todos.. por mais infantil e egoísta que isso pareça! Daqui a um ano, não terei mais como usar essas simples e velhas desculpas. Daqui a um ano, sou médica. Carregarei no nome, na profissão e no carimbo, a responsabilidade de VIDAS.  Terei que tomar decisões que afetarão completamente o meu futuro.. E como cuidar do próximo sem antes aprender a cuidar de si? Como tentar resolver os problemas alheios, quando estamos lotados de problemas internos? 

Chega de máscaras, de hipocrisia, de comportamentos pré-moldados. De seguir ordens simplesmente.. Quero entendê-las. Seguir sim, se achar que devo. Sem me preocupar como o que os outros vão dizer ou pensar! Eles pensam e dizem de qualquer jeito... mesmo sem saber, sem ver, sem provas. Também não me importa mais. Deixa que falem..

Só sei que de um tempo pra cá, estou me descobrindo. E me amando, de verdade. Cada pedacinho de mim... Doa a quem doer, só não vai mais doer em mim.. No fim, é assim que todos deveríamos ser. Se usássemos menos máscaras, talvez descobriríamos o quanto somos parecidos, sem precisar forçar a barra. Ser mulher, humilde o suficiente pra aceitar meus defeitos e limitações.. pedir desculpas quando estiver errada. E não mudar minha opnião quando acreditar que estou certa. Simples assim.

"Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo o que for desnecessário. Estou cansada de bagagens pesadas. Daqui pra frente, apenas o que couber no bolso e no coração". Cora Coralina.

Ps: Eu sei, texto grande, desabafo, nada poético, nada simétrico, nada de métrica, rima, ou formalidades. Preciso, preciso escrever. Sempre que deixo de escrever, é um pedaço da minha vida que não estou vivendo.. apenas existindo. E isso eu não quero nunca mais!



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Noite de ano novo.. de novo.

"[...] O silêncio lhe parece tão confortável que chega a se questionar se a solidão seria seu destino. Divaga em seus pensamentos.. sem se cobrar alguma conclusão. Que saudade estava de si mesma... tanta, mas tanta.. que hoje, só ela, se basta."

domingo, 30 de dezembro de 2012

Quem sabe..

"E lá está ela, mais uma vez. Sentada ao lado da cama, caderno na mão.. caneta na outra. Carrega na boca um sorriso de lado, pequeno, tímido. Seus pensamentos divagam tão distantes.. Mas seus olhos entregam que é bom o pensamento. Quem sabe amor? Quem sabe saudade. Pelo jeito, talvez um pouco de vergonha, também de medo. Tantas coisas lhe aconteceram no ano em que o mundo não acabou.. que não me é extranho vê-la refletir. Foram muitas mudanças, um mundo de emoções. Amores, desamores. Encantos e desencantos pelos diversos cantos onde passou.. Viveu tanta coisa nova. Realizou sonhos antigos.. e enfim, deixou partir os velhos utópicos falidos. Ou será que ainda não? Um dólar por cada pensamento, e ela já seria milhonária. Mas enquanto o papel continuar em branco.. Quem sabe? Ninguém."

sábado, 13 de outubro de 2012


"De olhos apertados, tão negros quanto o é, meu mundo sem você. Lábios vermelhos-cor-de-rosas, boca doce mel. Em teus braços, meus abraços apertados querem estar. Teu silêncio me intimida, teu sorrir me ilumina.. e teu pranto me destrói. Tão menina, tão mulher.  Tão pequena, tão linda.. tão inocente, tão minha". Helena Brandão.

domingo, 30 de setembro de 2012

Amor da minha vida..


"[...] E de repente me bateu a tristeza.. uma sensação de vazio. De chão ruindo, de desmoronamento.. De tudo dentro de mim perdendo a forma.. inclusive os pensamentos. Todas as idéias, os planos.. os sonhos.. e o amor.
Foi quando me questionei se esse então teria sido o fim. De tudo. Do amor. De mim. Afinal, o amor já era outra pessoa.. e as certezas nunca tinham sido tão incertas.
Talvez o amor já me tenha superado. Mas certamente não me esqueceu. É impossível esquecer o que outrora foi eterno. Talvez a mágoa tenha, aos poucos, me apagado. Temo, reluto, e me recuso a acreditar.. que o amor da minha vida.. já me tem apenas como seu eterno.. amor passado."

sábado, 15 de setembro de 2012