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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Filosofando...



E assim se faz o destino de uma pessoa. Escreve-se num grande livro tudo o que ela viverá. Todas as suas possibilidades, seu leque de escolhas, e o resultado de cada uma delas. E, quando enfim a história termina de ser escrita, nasce a criança. As escolhas continuam sendo dela, apesar de tudo já estar escrito. A cada decisão tomada, apagam-se os outros caminhos, e assim, ela a sua vida reescreve, escolhe o seu destino.
As vezes me pergunto se o livro que pra mim foi escrito era realmente só meu. Ou se juntaram os livros de várias pessoas e colocaram num volume só. Como cabem tantas almas dentro de mim? Sou tão dicotômica, tão antagônica.. mal termino de formar uma opinião, e já se formam tantos outros pensamentos contrários que ela se vai por água abaixo. Como conseguir viver normalmente nessa vida camaleoua?
Desde coisas simples como cores, minhas escolhas já contrastam entre sí. Verde, vermelho.. Quem estudou artes, sabe do que eu estou falando.. No jeito de vestir, do estilo "boyfriend" ao menina-romântica. Na decoração, o "Clean" do moderno me encanta.. tanto quanto o Glamour do Clássico-antigo.. Na profissão? Se não fosse médica, seria... Chef de cozinha, dona de uma floricultura.. Tudo a ver, né?
Isso sem falar no coração. Sou toda razão. Tirando o poço de emoção que existe dentro de mim. Tão moleca.. tão menina, tão mulher. Não dá pra entender? Tudo bem, as vezes nem eu me entendo completamente também... Tenho em mim o que há de melhor e pior dos dois mundos. Sou tese e a anti-tese. O procurador e o advogado. O réu e os jurados.. Sou a chave e as algemas.. e nessa incrível prisão, me sinto em liberdade de ser e viver tudo o que quiser.. E se quiser, por que não viver tudo junto, ao mesmo tempo?
E nessa vida ambígua, sigo lutando contra a hipócrita que tantos me afirmam ser. Só quem vive no meio da balança, pode entender o quanto é difícil equilibrar os dois lados, tendo a todos os momentos, chuvas de cargas pra balancear.. Carrego o infinito dentro do peito, um universo que não tem como partir no meio. Um volume único, puro e verdadeiro, que só será perfeitamente entendido, quando, enfim, for lido por inteiro.

domingo, 17 de julho de 2011

Que pensas?



E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não? Incrível.. comecei esse blog a tanto tempo, com uma dúvida: Razão ou emoção? Dois anos depois, a dúvida permanece mais perturbadora que nunca antes na história deste... blog. rsrs.
Com perdão dos trocadilhos, pergunto-vos: Até que ponto podemos racionalizar uma emoção.. ou fazer da razão um sentimento? Tudo bem que o equilíbrio é sempre a melhor resposta.. Mas eu ainda não descobri pra qual lado a minha balança pende.. E você? Seu amor é racional? ou Emocional? Ou melhor.. existe amor racional? Amor se cria? Se conquista? ou simplesmente surge, sem dar muita explicação? Ai ai ai.. Perceberam que hoje eu só estou perguntas, né? rsrs. Enfim. HELP-MEEE! =P
Quero saber o que vcs pensam a respeito.. rs. ;)
Beijos.

sábado, 19 de março de 2011

Minha benção em maldição..




"Há tantos pensamentos confusos dentro de mim.. O fim da minha angústia insiste em se prolongar. Interpretem como drama, se assim quiserem. Não preciso que me entendam.. Preciso apenas desabafar. Minha tão sonhada benção se tornou em maldição. Tanto tempo desejei dominar minha razão.. e nunca mais sofrer por nada nem ninguém.. que finalmente quando consegui, entendi que todo o tempo de busca foi perdido.. Errei no meu objetivo. Se alguns amantes choram e reclamam por sofrer, eu vos digo: Não há sofrimento maior do que apenas escrever o que se sabe, quando o coração jamais será capaz de sentir o que se escreve. Saber e não sentir. Essa é a pior maldição.. Um coração mecanizado, insensível. Que não reage a nenhum estímulo.. Do que adianta ter opções quando "escolher" não é possível? Seria justo amar pela metade quem te ama por inteiro? 'Amar' racionalmente quem perdidamente te amou? E para aqueles que de mim sentem inveja.. entendam antes que seja tarde.. que em mim não há plena felicidade. Trocaria todas as minhas qualidades se a mim fosse dada a tão simples oportunidade de verdadeiramente amar alguém."

S.k - 11.02.11 - 19:19

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Balançando..



"Como podem caber tantas dentro de mim? Não bastasse a mente ser dividida por razão e emoção, o corpo agora compartilha das mesmas divergências. Gostos tão opostos, pensamentos conflitantes.. Não sei ao certo pra que lado a balança pende.. Talvez num movimento cíclico alterne em ritmo circadiano o que penso, sinto e sou. E nesse gostoso balanço, não descer da gangorra é o grande segredo. Lutar para conseguir o equilíbrio, é nada mais que um simples recomeço."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Meu coração automático..



Não consigo entender. Aonde foi que tudo mudou? Quando realmente começou? Em que página do livro da vida eu me perdi? Tudo era tão simples, tão claro. Tão sonhador e mesmo assim, tão real. Era tão fácil acreditar nas pessoas, no amor, nos amigos. Hoje tudo é tão diferente.. Já não me sobra tempo para meus queridos, para mim, para meus pais. Quem me roubou o tempo? Quem me roubou de mim? Pareço ser escrava de um corpo controlado. Ligado ao piloto automático que eu mesma programei. Meu dia é tão cheio de aulas, compromissos e pessoas. Já não sei mais o que é estar sozinha. Apenas percebo claramente que não é a ausência de pessoas que me traz a solidão. Hoje me sinto só em meio a uma enorme multidão. Perdida num mar de idéias, de conceitos ultrapassados que ainda me cercam. Amedrontada por meus antigos traumas.. Abandonada por minhas emoções.. guiada única e exclusivamente pela razão..
Já não sei viver sem rotina, sem agenda, sem o medo de perder compromissos marcados. Já não sei o que é curtir o tempo sem se quer se fazer nada. Perdi o encanto por coisas simples da vida. Já não tenho tempo de ver o sol nascer e se por.. e de noite, até meus sonhos tentam fugir de mim. Pareço colecionar dias.. todos iguais. Em algum lugar se trancafiaram os meus ideais.. e já quase não posso mais encontrá-los. Como fui deixar isso tudo acontecer? Nem meu espelho me reconhece mais. Aonde foram todos os meus amigos? Por que choram meus pais? Quão estranho me é meu próprio irmão! Que alternativa mais "inteligente" trocar meu coração de carne por um cheio de botão. Botões silenciadores, que calaram meu sofrimento, meus medos.. mas também meus sonhos, meu ser, meus sentimentos.. E agora? O que se há de fazer? Onde fica o botão de desligar? Como ao trem que eu decidi subir mandar parar? Onde está a coragem para voltar? Como abrir novamente o peito para receber de volta um coração outrora machucado, que tantas vezes pulsou amargamente.. e ainda hoje sofre as consequências de tamanhos arranhões? Ahh meu rocação automático. Já pulsas em mim tão enferrujado.. Válvulas e dutos não tão bem lubrificados. Teu brilho gelado já não me apraz.. Ainda me falta coragem, mas não te quero mais..


Helena Brandão - 09.02.2009