sábado, 4 de dezembro de 2010

Perdão, Manuela.



Manuela..
Quisera eu que a vida fosse tão simples quanto eu a vivo. Ou tento viver. Quisera eu que todos fossem sorrisos, e que nos peitos dos apaixonados, sempre houvesse um abrigo. Quisera eu nenhum bolo solasse, nenhuma lasanha queimasse.. e que desilusão não fosse verdade.
Quisera eu dominar a emoção com a razão, e simplesmente "fazer ser e acontecer" o que tanto quis..
De uma maneira tão mágica entraste na minha vida, esclareceste as minhas dúvidas.. Com paciência conquistaste a minha confiança, e me fizeste entender o que penso e quem sou. Me fazes sorrir quando a única coisa que quero é chorar. Me fazes feliz a todo e qualquer momento.. e sei que estás sempre pronta a estar comigo, ainda que sentados, sem se fazer nada.
Com tranquilidade e habilidade soubeste desatar nó a nó, as máscaras que me prendiam, e aprendi contigo o real significado de viver em liberdade.
És meu ídolo de inteligência. De sabedoria.. E serias até um dos seres humanos que eu mais admiraria, se fosses humana. Mas já te disse que não és.
Não posso negar que o que sinto por ti é mais do que especial. Já te disse. É amor. E é pra sempre.. Mas o amor que por ti sinto, por mais força que a razão faça, não é emoção suficiente para equivaler e retribuir o que sentes por mim..
Não sei bem o que sentir agora. É uma mistura de Honra.. por ser objeto de tal sentimento, de uma das pessoas que mais admiro nesta Terra. Indigno, por não encontrar em mim, subsídio suficiente para motivar tão nobre sentimento. E culpado, por não conseguir retribuí-lo, como merece uma mulher.
Não sei também como agir. És muito especial para eu simplesmente correr e fugir, como sempre fiz. Esperar a poeira baixar, os sentimentos dormirem.. e depois quem sabe voltar a te encontrar. Não, definitivamente não é isso que quero. Mas como já te disse tantas outras vezes.. tua felicidade é o motivo da minha. E preciso te ver bem..
Já não sei mais se bem ou mal te faço.. Por isso não sei onde devo ficar. De todas as mulheres, foste a que eu tive mais cuidado, para não criar falsas ilusões.. e peço-te perdão se em algum momento falhei.. Brincar com teus sentimentos para satisfazer meu ego, jamais foi plano meu.
Sei que nenhuma outra mulher me fará mais feliz no mundo, quanto tu me fazes.. mas em mim nasce agonia ao não saber se algum dia poderei retribuir tal sentimento. Quando me perguntas sim ou não, e te respondo com um pobre "não sei"... é porque de toda a minha mente, queria um sim.. mas querer não é fazer acontecer.. e aprendi que comigo "chances" nunca fucionam. Não mereces isso.. ainda que o sentimento te vende os olhos, e queiras. Não preciso de provas para saber que podes me fazer feliz.. já me fazes todos os dias..
Mereces toda a felicidade que o mundo pode te dar.. as lasanhas e bolos mais perfeitos.. e desejo de toda a minha alma que encontres o homem que te fará feliz. Nesse momento, me desfaço do meu ego, e admito que não sou nem nunca serei tal homem.
Mas, apesar de tantos defeitos trazer no peito, ao menos um, contigo não cometerei. Iludir-te com meias verdades, pensando que assim menos te magoarei, nunca farei. Coragem não tenho te de dizer fitando-te os olhos. Destroça meu coração saber que de alguma forma fui culpado por te colocar em tal situação... Mas aprendi que "antes uma dura verdade do que uma doce ilusão".
Acredite. É tão, ou mais difícil, a minha situação.. E acredito, que assim como tu, necessito de ar.. De tempo para colocar tudo de volta no lugar. Tuas belíssimas declarações, dignas dos mais nobres livros de poesias.. quebram o chão de qualquer homem.. E é difícil me levantar.
Por não saber mais o que dizer ou fazer, ficarei quieto no meu devido lugar.. e te peço que com toda a sua inteligência, sabedoria, e conhecimento exato de quem e como sou, me digas, mais uma vez, o que devo fazer.. Lembrando sempre de que se for pra entre a tua e a minha felicidade escolher, eu escolho você.

Um beijo,
Henrique Arthur Richelieu.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Wytxitwytxitwyrxit..

wypwys: Wyhyonwyhyonwyhyon... wybxitwybxit.


Hzen Wyqneyzenwym wypxitwydzenwyrfonyon dfonwymyonwygfonwynyonwyr.. Wyvxitwyczen, wynyon wymfonwynwyhyon wycyonwysyon, wycxitwyzfonwynwyhyonwynwydxit wypwyryon wymfonwym.. Kzen yonfonwynwydyon hwylyonwyvyonwynwydxit yonhw wylxitneywycyon! Jzenh wypwyryon wyffonwynyonwylfonwyzyonwyr, wytzenwyrwymfonwynyonwynwydxit dhxit wydfonyon wynyon wymfonwyhyon wycyonwymyon.. wydzenwypxitfonwys wydxitwys wymzenwynfonwynxitwys... Wysyonwyhwyhwyh...

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cartas aos meus queridos - 1.









Quase não me lembro mais..
Tanto tempo faz..
E ainda te vejo nos meus olhos de criança apaixonada,
Correndo pelos corredores de uma escola qualquer..
Buscando nas esquinas e cantinas..
Um alguém que ou bem, ou mal me quer.

Ainda ouço no ar o som perdido..
Do tempo que cantamos juntos..
As palavras numa melodia qualquer.
Teus cabelos compridos caídos ao rosto,
acompanhado de um sorriso bobo,
sempre provocando o meu.

Ainda lembro dos seus olhos assustados,
e do meu coração quase parado,
No beijinho que eu te roubei.
Ainda vejo professores empolgados,
gritando por todos os lados,
a confirmação do que, há muito, desconfiavam..

Foste um lindo sonho..
Uma doce memória..
Uma parte da minha história..
que não me permito esquecer.
Afinal, meus primeiros versos, você me fez escrever.

Guardo ainda no peito,
as lágrimas que chorei por te querer..
E no fundo, todos os reggaes e bossas,
ainda me trazem você.

"Por que me fazes tantas perguntas?
Se olhasse no fundo dos meus olhos..
Então irias saber..
Que por mais que eu morra negando..
O único que eu amo é você."

E se nada hoje ainda existe,
é porque talvez não fosse pra acontecer.
Quem sabe foste apenas um anjo,
e me viu e fez crescer..
Dentro do peito o sentimento mais puro,
que um ser humano pode ter.

Te vejo agora como uma eterna saudade..
Um "que" de vontade..
De um sentimento que não tem idade,
Nem prazo de validade..
pra desaparecer.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

No peito, hoje.. Saudades.



Saudades de um tempo muito bom. Onde tudo era novidade. Onde os sentimentos eram puros, inocentes. Cada descoberta, um pico de adrenalina. Aquele misto de prazer e agonia, medo e curiosidade.. Tempo de promessas de amor eterno, vida a dois, felizes para sempre.. enquanto durasse..
Tempo também de muitas lágrimas.. de desespero. Tempo de sentir o chão se abrir e a Terra te engolir ainda vivo. Tempo de insônia, de saudade. Tempo de se perguntar.. e se? E se? E se? Tempo de imaginar o futuro, de se prender ao passado.. Tempo de crescer e entender que o mundo não é assim tão cor de rosa.. e que amores eternos acabam, e outros impossíveis se tornam reais. Tudo na vida tem seu tempo.. e hoje o tempo é de amadurecer, sair dos ares e fincar os pés no chão..

domingo, 7 de novembro de 2010

Coração..



Qual é o coração que não filosofa sozinho? Não chora quietinho.. Um amor que já não tem?
Qual é o coração que não sonha? Ainda que ferido.. no seu peito ainda clama.. procurando cura em outro alguém? Coração cansado, sobrecarregado, que não entendeu ao certo que não é esperto viver sem um alguém.. Coração teimoso, esperançoso, atrapalhado, que insiste em escolher errado e não se explica à ninguém. Coração de rimas pobres, mas de sentimentos nobres..
Amor sincero..Que procura ainda em versos..
Encontrar quem lhe faz bem.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Meu coração automático..



Não consigo entender. Aonde foi que tudo mudou? Quando realmente começou? Em que página do livro da vida eu me perdi? Tudo era tão simples, tão claro. Tão sonhador e mesmo assim, tão real. Era tão fácil acreditar nas pessoas, no amor, nos amigos. Hoje tudo é tão diferente.. Já não me sobra tempo para meus queridos, para mim, para meus pais. Quem me roubou o tempo? Quem me roubou de mim? Pareço ser escrava de um corpo controlado. Ligado ao piloto automático que eu mesma programei. Meu dia é tão cheio de aulas, compromissos e pessoas. Já não sei mais o que é estar sozinha. Apenas percebo claramente que não é a ausência de pessoas que me traz a solidão. Hoje me sinto só em meio a uma enorme multidão. Perdida num mar de idéias, de conceitos ultrapassados que ainda me cercam. Amedrontada por meus antigos traumas.. Abandonada por minhas emoções.. guiada única e exclusivamente pela razão..
Já não sei viver sem rotina, sem agenda, sem o medo de perder compromissos marcados. Já não sei o que é curtir o tempo sem se quer se fazer nada. Perdi o encanto por coisas simples da vida. Já não tenho tempo de ver o sol nascer e se por.. e de noite, até meus sonhos tentam fugir de mim. Pareço colecionar dias.. todos iguais. Em algum lugar se trancafiaram os meus ideais.. e já quase não posso mais encontrá-los. Como fui deixar isso tudo acontecer? Nem meu espelho me reconhece mais. Aonde foram todos os meus amigos? Por que choram meus pais? Quão estranho me é meu próprio irmão! Que alternativa mais "inteligente" trocar meu coração de carne por um cheio de botão. Botões silenciadores, que calaram meu sofrimento, meus medos.. mas também meus sonhos, meu ser, meus sentimentos.. E agora? O que se há de fazer? Onde fica o botão de desligar? Como ao trem que eu decidi subir mandar parar? Onde está a coragem para voltar? Como abrir novamente o peito para receber de volta um coração outrora machucado, que tantas vezes pulsou amargamente.. e ainda hoje sofre as consequências de tamanhos arranhões? Ahh meu rocação automático. Já pulsas em mim tão enferrujado.. Válvulas e dutos não tão bem lubrificados. Teu brilho gelado já não me apraz.. Ainda me falta coragem, mas não te quero mais..


Helena Brandão - 09.02.2009

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estrelando..



Foi naquela noite, sentada à beira mar... Com os pés beijados pelas ondas e o corpo iluminado à luz da Lua que eu notei pela primeira vez o brilho das estrelas. O céu estava no seu azul mais marinho, e parecia cravejado de brilhantes de todas as cores e tamanhos. Haviam tantas estrelas, que me era impossível contar se quer as que cabiam entre as minhas mãos. Tentei enxergar constelações.. Mas minha imaginação fértil via no céu tudo o que vinha à mente.. e quando estava quase completando as três marias, todas as Marias que eu conheço já haviam me levado a viajar em outros pensamentos.. até uma nova estrela me chamar mais atenção. E a lua, coitada.. Tão brilhante, tão perfeita em suas curvas, e tão sozinha. Que tristeza deve sentir ao ter na imensidão do universo tantas outras como ela, a anos-luz de distância... Observa sozinha, em seu dançar solitário, o canto das estrelas. Conhecida como companheira eterna dos casais enamorados, na sua magnitude, conserva-se a invejar os que na Terra se apaixonam. Recebe o olhar perdido de tantos corações, inspira tantos sonhos... Mas ainda mais inspiração encontro nas estrelas. Como mudam tão depressa sua cor. Estão em constante contração e expansão, num equilíbrio tão tênue.. Em sua simplicidade luminosa, refletem em nós todas as noites, a certeza de que o limite não é o fim. Há quem diga que existem estrelas cadentes. Talvez seja a morte de uma estrela que já brilhou tudo quanto podia. Mas, mesmo nesse momento tão nefasto, ainda promete realizar o desejo daquele que por sorte, captou com os olhos tão raro acontecimento. Em sua queda, ascende as esperanças de um coração sonhador. Há quem acredite que quem na Terra morre, suba ao céu como uma estrela.. Eu não. Estrelas pra mim são, junto com os outros astros, o símbolo da renovação. Guardam em sua memória tantas histórias... Foi sob a luz das estrelas, e não da lua, que descobri o amor. Foi sob seu silêncio, que minha alma tantas vezes gritou em desespero.. E foi sob suas indas e vindas, que eu entendi a lição. Podem desabar os céus em tempestade. Raios ofuscantes podem cortar as núvens negras. O vento pode soprar todas as águas... e nem sempre poderemos vê-las. Mas a certeza de que estarão sempre ali, mesmo que há anos luz.. nos motiva a continuar vivendo. E o mais magnífico de tamanha proeza, é ter a certeza, de que quanto mais escuro for o céu, maior será o brilho de uma estrela.

Post dedicado ao meu amigo Victor, de Udia, pela sua magnífica idéia.. ;)